O Ministério Público (MP) de Angola acusou Rafael Marques de crimes de injúrias e ultraje a órgão de soberania, após uma queixa do Procurador-Geral da República por uma notícia publicada por aquele jornalista angolano.

Em causa está uma notícia de novembro de 2016, colocada no portal de investigação jornalística Maka Angola, com o título "Procurador-Geral da República envolvido em corrupção". 

A notícia denunciava o negócio alegadamente ilícito realizado pelo Procurador João Maria de Sousa, envolvendo um terreno de três hectares em Porto Amboim, província do Cuanza Sul, para construção de condomínio residencial.

Ao longo do exercício da função de Procurador-Geral da República, o general João Maria Moreira de Sousa tem demonstrado desrespeito pela Constituição, envolvendo-se numa série de negócios", refere a notícia de Rafael Marques, acrescentando que esse comportamento tem contado "com o apadrinhamento do Presidente da República, José Eduardo dos Santos, que lhe apara o jogo".

O ativista e jornalista angolano Rafael Marques já foi alvo de várias queixas-crime por parte da justiça angolana, sobretudo depois da publicação do livro "Diamantes de Sangue: Tortura e Corrupção em Angola".