O Senado norte-americano rejeitou esta segunda-feira uma proposta democrata destinada a generalizar as verificações de antecedentes criminais ou psiquiátricos antes da venda de armas de fogo e aprovou as proibições mantidas nos estados de Nova Iorque e Connecticut sobre este tipo de armas semiautomáticas, similares à que foi utilizada no massacre em Orlando, na Flórida.

A câmara alta do Congresso, de maioria republicana, decidiu a medida oito dias após o tiroteio em Orlando, que provocou 49 mortos. O grupo republicano votou contra a medida, que os democratas insistem em aprovar desde há vários anos.

No pedido, os litigantes sustentavam que as leis de Connecticut e Nova Iorque violam o direito à defesa de seus cidadãos e proíbe armas que são usadas para atividades de caça e para uso recreativo.

Nova York e Connecticut mudaram suas legislações sobre armas em 2013 em resposta ao massacre na escola Sandy Hook, em 2012 em Newtown (Connecticut), onde 20 crianças e seis mulheres foram assassinadas a tiros.

O Senado não avalia um grande caso sobre armas desde 2010, quando aprovou pela segunda vez o direito dos americanos a possuir e portar armas para sua legítima defesa.

Depois do tiroteio de 12 de junho em Orlando, cresceram os pedidos para aumentar os controles sobre as armas.

O suposto autor do massacre de Orlando, Omar Mateen, um americano de origem afegã, foi investigado durante dez meses por radicalismo pelo FBI, mas como o mesmo não tinha histórico criminal, pôde comprar legalmente as armas com as quais realizou o atentado.