As Nações Unidas já anunciaram que esta é a “maior retirada” de civis das cidades sitiadas. Meio milhar de pessoas, incluindo crianças, abandonaram as cidades num comboio de autocarros e ambulâncias coordenado por várias organizações de apoio humanitário.

Uma média de 250 pessoas foram retiradas de Zabadani e Madaya, perto de Damasco, cidades que se encontram barradas pelas forças pró-regime. Outras tantas abandonaram as cidades de Foua e Kefraya, bloqueadas pelos rebeldes, de acordo com a BBC. Em comum, estas pessoas são vítimas da guerra e têm “necessidades urgentes”.

A ONU já fez saber que a operação de evacuação das cidades foi um “sucesso”. Segundo Jan Egeland, das Nações Unidas, estas pessoas “já chegaram aos seus destinos”, apesar de alguns problemas e atrasos.

“Foram negociações muito difíceis e que levaram muito tempo”, disse Jan Egeland, que explicou que os dois lados exigiram que fosse retirado o mesmo número de feridos, o mesmo número de doentes e o mesmo número de famílias. Números que não apagam outros: estima-se que meio milhão de pessoas viva em zonas sitiadas na Síria.