O número de vítimas mortais na sequência de um motim que eclodiu no domingo num estabelecimento prisional da Guatemala subiu para três, depois de um dos guardas ter sucumbido aos ferimentos, indicaram na segunda-feira as autoridades.

O Presidente da Guatemala, Jimmy Morales, escreveu na rede social Twitter que quatro reféns foram resgatados com vida, mas a polícia informou mais tarde que um deles morreu, somando-se aos dois guardas que morreram pouco depois do início do motim.

Diversas outras pessoas ficaram feridas nos tumultos ocorridos num centro correcional situado em San Jose Pinula, a leste da capital.

Membros de gangues detidos exigiram melhor comida e privilégios relativamente às visitas e a transferência de pelo menos 250 menores que pertencem ao mesmo gangue que se encontram presos em outros estabelecimentos.

O incidente teve lugar duas semanas depois de um protesto num centro de acolhimento de menores estatal ter resultado num incêndio que matou 40 raparigas.

Três ataques armados matam polícia

Um polícia morreu na segunda-feira na sequência de três ataques armados perpetrados contra membros da Polícia Civil Nacional da Guatemala, os quais resultaram ainda em seis feridos, incluindo um civil.

A polícia guatemalteca indicou que um agente de 30 anos foi morto num tiroteio com grupos de crime organizado numa zona da capital, durante o qual um outro polícia ficou ferido, tendo sido transportado para o hospital.

As autoridades detiveram um suspeito, um jovem de 19 anos, que estaria a tentar fugir do local em motorizada.

Num segundo ataque, que teve lugar numa outra zona da cidade, três polícias e um civil sofreram ferimentos de bala.

Num terceiro incidente ficou ferido um outro agente, desconhecendo-se a circunstância e a gravidade do seu estado.

No mês passado, a Polícia Civil Nacional da Guatemala foi alvo de uma série de ataques que o Governo considerou estarem relacionados com uma presumível reestruturação no seio de grupos criminosos.

A Guatemala é um dos países mais violentos do mundo com uma média de 16 assassínios por dia.