A médica norueguesa que no dia 7 de outubro foi transferida da Serra Leoa para Oslo, na Noruega, infetada com o vírus do ébola, está curada.

O diagnóstico foi confirmado pela própria. Silje Lehne Michalsen, de 30 anos, mas com um rosto de menina, fez o anúncio em conferência de imprensa, esta segunda-feira, ladeada por um dos médicos que a assistiu e pelo pai.

Apesar de tudo aquilo por que passou, a clínica dos Médicos Sem Fronteiras que integrou, Silje Lehne Michalsen considerou-se uma sortuda e privilegiada pelas condições com que foi tratada.

«Ter ébola em África vai muito além dos sintomas. É perder irmãs, pais e vizinhos», para além das condições precárias que existem nestes países para tratar a doença e estigmatização por que passam famílias e infetados e inclusive crianças.

Silje Lehne Michalsen chegou à Serra Leoa em junho e por lá ficou até princípios de outubro. A 4 de outubro começou a sentir-se febril. Três dias depois estava de regresso ao seu país. Passados quinze dias, está curada. Se estivesse em África, «a possibilidade de sobrevivência era mínima», reconheceu. Tal como deixou uma crítica, dizendo que o vírus deveria ter começado a ser combatido meses. «A batalha teria sido muito mais fácil e muitas vidas e famílias teriam sido poupadas».

A médica norueguesa fazia parte de um contingente de 500 profissionais de saúde estrageiros que os Médicos Sem Fronteiras enviaram para aquela região africana, desde março.

Com alta hospitalar e o alívio de ter sobrevivido à morte logo na sua primeira missão para os Médicos Sem Fronteiras, a voluntária frisou a vontade de regressar à Serra Leoa, como refere o «WSJ».