O sismo que na terça-feira sacudiu o México já fez mais de 200 vítimas mortais. O último balanço dá conta de 225 mortos, mas é ainda provisório. Mais de metade das vítimas foi contabilizada na capital, a Cidade do México, que está em estado de emergência.

As equipas de socorro continuam as buscas nos escombros de vários edifícios que ruíram devido ao sismo de magnitude 7,1, que foi registado às 13:14 locais de terça-feira (19:14 em Lisboa).

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O lídr da Proteção Civil mexicana,Luis Felipe Puente, divulgou o último balanço no Twitter.  De acordo com este responsável o sismo provocou 94 mortos na Cidade do México, 71 em Morelos, 43 em Puebla, 12 em Edomex, quatro em Guerrero e um em Oaxaca.

Na Cidade do México, pelo menos 46 edifícios colapsaram, entre os quais um colégio privado, o colégio Enrique Rebsamen. Nesta escola, e segundo os números que foram confirmados pelo secretário da Educação mexicano, Aurelio Nuno, 21 crianças e quatro adultos morreram. 

Os soldados e fuzileiros integram os trabalhos de busca apoiados também por cidadãos voluntários, juntamente com os serviços de emergência. Dada a dimensão da catástrofe, o governo mexicano ordenou aos hospitais públicos e privados para receberem os feridos e os serviços de transporte público são grátis.

O sismo causou numerosos cortes no serviço elétrico, afetando 3,8 milhões de pessoas, e fugas de gás, e interrompendo também o serviço de telecomunicações.

As atividades escolares foram suspensas até novo aviso na Cidade do México e nos estados do México, Guerrero Hidalgo, Morelos, Puebla, Veracruz e Tlaxcala.

O sismo coincidiu com o 32º aniversário do forte sismo que provocou milhares de mortos em 1985 e foi registado apenas duas horas depois de um simulacro de um terramoto em todo o país.

Desde que o abalo foi sentido, já se registaram mais de 20 réplicas.

Na semana passada, a 7 de setembro, outro sismo, de magnitude 8,2, o mais forte desde 1932, causou 98 mortos no sul do país: 78 em Oaxaca, 16 em Chiapas e quatro em Tabasco.

Já foram registadas mais de 3.000 réplicas desde esse forte sismo.

 

Obama envia mensagem de condolências em espanhol

O ex-presidente dos Estados Unidos Barack Obama enviou uma mensagem de condolências para o México, em espanhol.

Tenham muito cuidado e um abraço forte para todos”, escreveu Obama, em espanhol, numa mensagem publicada na rede Twitter.

 

O ex-presidente dos Estados Unidos escreveu também uma mensagem em inglês: “A pensar esta noite nos nossos vizinhos do México e nos nossos amigos norte-americanos de origem mexicana”.

Maduro expressa solidariedade e oferece ajuda

O Presidente da Venezuela expressou na terça-feira solidariedade com o povo do México e ofereceu ajuda humanitária.

Toda a nossa solidariedade com o México, nesta hora de tanta dor. Força México! A Venezuela está pronta para a solidariedade cristã e amorosa", escreveu Nicolás Maduro, na sua conta no Twitter.

 

Antes, durante uma concentração de simpatizantes, no palácio presidencial de Miraflores, em Caracas, o chefe de Estado disse que a Venezuela está pronta a prestar a ajuda necessária ao povo mexicano.

ONU pronta para ajudar

O secretário-geral da ONU, António Guterres, expressou tristeza pela perda de vidas e prejuízos causados pelo sismo que na terça-feira atingiu vários estados no México, e manifestou a prontidão das Nações Unidas para ajudar.

O desastre de hoje [terça-feira] acontece duas semanas depois de o país ter sofrido um forte sismo, o qual já tinha resultado em significativa perda de vidas e sofrimento”, de acordo com um comunicado divulgado pelo porta-voz de Guterres, Stéphane Dujarric.

 

Papa reza com dezenas de milhares de pessoas pelas vítimas

O Papa levou esta quarta-feira dezenas de milhares de pessoas a rezar pelas vítimas do terramoto no México.

Francisco mostrou-se reconhecido pela presença de muitos peregrinos mexicanos na missa semanal na Praça de São Pedro, no Vaticano.

Falando em espanhol, o Papa declarou: "Neste momento de dor, eu quero expressar o meu sentimento e rezar pelo povo mexicano."

O Sumo Pontífice acrescentou que rezava também pelas vítimas, pelas famílias das vítimas e pelas equipas de socorro.