A polícia indiana anunciou esta sexta-feira ter detido seis pessoas, incluindo um jornalista, acusados de roubar documentos ultrassecretos do ministério do petróleo para os vender a empresas de energia.

As detenções ocorreram na sequência de uma operação de grande escala para prender os responsáveis pelo desaparecimento de documentos confidenciais do governo que, segundo a polícia, eram vendidos a empresas e consultoras do setor da energia.

Os suspeitos, incluindo dois funcionários públicos, terão usado cópias de chaves e cartões de identidade forjados para aceder ao ministério durante a noite e fotocopiar documentos relacionados com propostas de elevado valor e políticas de preços.

«Com base nas investigações preliminares, podemos dizer que estes documentos foram obtidos por consultores de energia independentes e por certas empresas que trabalham na área da energia», disse o chefe da polícia de Nova Deli aos jornalistas.

A polícia não divulgou os nomes das empresas envolvidas, mas a Reliance Industries, uma dos maiores conglomerados da Índia, revelou que um dos seus funcionários foi detido no âmbito do caso.

«O caso está sob investigação (...) e nós estamos determinados a cooperação de todas as formas possíveis», disse uma fonte da Reliance, sob condição de anonimato, à agência AFP.

A espionagem comercial é considerada um grande problema na Índia, tendo sido elencada, no ano passado, pela Federação de Câmaras de Comércio e da Indústria da Índia como a nona maior ameaça.