O Presidente ucraniano, Petro Porochenko, decidiu encurtar a sua estada em Davos, Suíça, e regressar na quarta-feira à Ucrânia, devido ao agravamento do conflito no leste do país, anunciou hoje um porta-voz na página do Facebook.

Segundo o porta-voz Sviatoslav Tsegolko, o chefe do Estado-Maior e o ministro da Defesa relataram ao Presidente «a situação perto do aeroporto de Donetsk».

Mais de 2.500 participantes são esperados, a partir de quarta-feira, na 45ª edição do Fórum Económico Internacional Mundial, que se realiza em Davos.

Após várias semanas de relativa calma, na sequência de uma trégua assinada a 09 de dezembro, os combates ressurgiram no leste da Ucrânia, atingindo um pico sem precedentes no passado fim-de-semana.

Desde o início do conflito, em abril de 2014, os confrontos já causaram mais de 4.800 mortos.

Hoje, a Ucrânia acusou as forças russas que apoiam os separatistas do leste do país de terem atacado tropas governamentais.

As acusações de um ataque direto ocorrem pela primeira vez desde a assinatura dos acordos de paz de Minsk, a 05 de setembro, e na véspera de uma reunião entre os ministros dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Ucrânia, França e Alemanha, prevista para quarta-feira em Berlim, com o objetivo de relançar as negociações de paz, num impasse há várias semanas.

Na segunda-feira, os serviços de segurança e o primeiro-ministro da Ucrânia alegaram que 700 soldados russos e equipamentos militares tinham cruzado a fronteira russo-ucraniana com o intuito de apoiar os rebeldes pró-russos.

Moscovo negou hoje as acusações, que classificou como «absurdo total e alucinações».