Os chefes de Estado e de Governo da União Europeia concluem esta sexta-feira, em Bruxelas, o último Conselho Europeu do ano, com uma agenda dedicada a temas como união económica e monetária, luta contra terrorismo e alterações climáticas.

No primeiro dia de trabalhos, os líderes europeus debateram os dois assuntos dominantes da cimeira, a gestão da crise migratória e as reformas reclamadas pelo Reino Unido, tendo o presidente do Conselho, Donald Tusk, reclamado avanços nas duas matérias, mas novos desenvolvimentos e decisões ficaram adiados para 2016.

Portugal está representado pelo primeiro-ministro, António Costa, neste derradeiro Conselho Europeu de 2015, um ano que teve um número invulgar de cimeiras: esta é a 11.ª, entre Conselhos Europeus ordinários e reuniões extraordinárias de líderes, a 28 ou da zona euro, devido ao terceiro programa de assistência à Grécia, às crises migratórias e ao terrorismo.
 

Conselho Europeu mais "otimista" para alcançar acordo sobre ‘Brexit’


O presidente do Conselho Europeu manifestou-se hoje "mais otimista" quanto a um compromisso com o Reino Unido, no contexto do denominado 'Brexit', o referendo que irá determinar a permanência ou não do país na União Europeia (UE).

Na conferência de imprensa no final do primeiro de dois dias cimeira dos chefes de Estado e de Governo da UE, Donald Tusk saudou o "progresso significativo" alcançado na questão 'Brexit', por os Estados-membros "concordarem em trabalhar juntos".

"É nossa intenção trabalharmos em comum para encontrar uma solução para as quatro áreas" que o Reino Unido quer ver reformadas (mercado único, imigração de cidadãos comunitários, competitividade e integração europeia), afirmou Tusk, assumindo que, para "alguns Estados-membros, os benefícios sociais é a área mais difícil, mais delicada".