O Estado Islâmico anunciou, esta quarta-feira que executou dois reféns, um norueguês e outro chinês, depois de na edição ter exigido resgates para libertar os dois homens, avança a AP.

O grupo radical islâmico publicou duas fotografias dos homens, afirmando que estes foram "executados depois de terem abandonados pelas nações e organizações do kafir (infiéis)". Nas imagens, publicadas na revista dos jihadistas em inglês, os dois homens parecem ter sido executados com tiros na cabeça.

Segundo a AP, o porta-voz do ministro dos Negócios Estrangeiros da Noruega, Rune Bjastad, afirmou que "ainda" não têm confirmação sobre o incidente, enquanto Pequim ainda não reagiu.

Há dois meses os rebeldes tinham identificado os reféns: Ole Johan Grimsgaard-Ofstad, 48, de Oslo, e Fan Jinghui, 50, de Pequim. Não se sabe, no entanto, quando ou onde foram capturados.

A morte dos dois homens contrasta com as atrocidades realizadas pelo grupo, assim como o pedido de dinheiro para um resgate. O seu anúncio surge na sequência dos severos ataques aéreos que têm fustigado o reduto do Estado Islâmico na Síria.


Esta quarta-feira, o grupo de rebeldes voltou a reivindicar a responsabilidade pela queda do avião russo da Metrojet, em Sinai, desta vez na sua própria revista, onde mostram a bomba colocada no aparelho que provocou a tragédia que fez mais de 200 mortos.