A União Africana (UA) suspendeu esta sexta-feira o Burkina Faso da organização na sequência do golpe de Estado de quinta-feira, que interrompeu os preparativos para as primeiras eleições democráticas naquele país da África ocidental.

Na sequência de uma reunião do Conselho para a paz e segurança da UA, os 54 membros do bloco pan-africano referiram que o país foi suspenso “de todas as atividades da UA com efeito imediato” e a imposição de sanções “caso as Autoridades de transição sequestradas não sejam libertadas imediatamente” pela junta, informou um diplomata da organização.

Na quinta-feira, citado pelo seu porta-voz, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu aos militares do Burkina Faso para “demonstrarem contenção e respeitarem os direitos humanos e a segurança” da população.

Ban Ki-moon reiterou a sua “condenação” do “golpe de Estado” no país africano e considerou que os responsáveis desta ação militar devem “prestar contas”.

O enviado especial de Ki-moon à África ocidental, Mohamed ibn Chambas, permanecia na capital Ouagadougou em contacto com organizações regionais e outros responsáveis internacionais para “apoiar e salvaguardar a transição no Burkina Faso”.

Numa declaração emitida na quarta-feira, o secretário-geral da ONU tinha já referido estar “escandalizado” pela detenção do Presidente, Michel Kafando, e do primeiro-ministro, Isaac Zina, que permanecem em prisão domiciliária após o golpe desencadeado pelo general Gilbert Diendéré.