O número de mortos provocado pelo sismo que atingiu o Equador, no sábado, subiu para 350. O novo balanço foi divulgado esta segunda-feira à tarde pelo presidente do país, Rafael Correa. O presidente admite que o número de mortos ainda pode aumentar.

Numa declaração, no domingo, o chefe de Estado disse que a “prioridade” está a ser dada aos “sinais de vida detetados nos escombros”. O presidente não descurou, no entanto, o “trabalho para encontrar e recuperar todos os corpos”. Num balanço feito horas antes pelo vice-presidente, estavam contabilizados 2527 feridos, segundo a CNN.

Entretanto, o número de réplicas do sismo de magnitude 7,8 na escala de Richter, chegou às 239, segundo informou o Instituto Geofísico da Escola Politécnica Nacional do país. A réplica de maior magnitude registada no domingo alcançou os 5 graus e localizou-se a nordeste da localidade de Muisne, no sul da província costeira de Esmeraldas, disse à Efe Gabriela Ponce, chefe de turno do instituto, citada pela Lusa. 

“As réplicas continuam e vão manter-se assim, não sabemos por quanto tempo nem com que magnitude”, afirmou, ressalvando que têm diminuído de número e intensidade desde sábado.

Um constrangimento ao trabalho das equipas de buscas e salvamento. Dez mil militares e 4.600 polícias foram mobilizados. Há também muitas equipas com cães a trabalhar no terreno.

As regiões turísticas de Manta, Portoviejo e Pedernales foram algumas das afetadas. As orações do Papa Francisco, no domingo, foram dedicadas às vítimas dos terramotos no Equador e no Japão.