Os presidentes dos Estados Unidos, Barack Obama, e de Cuba, Raul Castro, anunciaram esta quarta-feira o restabelecimento de relações entre os dois países. Cuba libertou o norte-americano Alan Gross, que estava detido há quatro anos, acusado de espionagem, e, em troca, os Estados Unidos libertaram três cubanos, também detidos sob acusação de espionagem.



Obama e Castro anunciaram assim o restabelecimento de relações entre os dois países, uma maior facilidade de viagens de um país para o outro, autorização de exportações de bens e serviços dos EUA para Cuba, assim como uma autorização para os norte-americanos importarem bens até um valor máximo de 400 dólares. Foram anunciados ainda novos esforços para melhorar o acesso de Cuba à Internet.
 
O presidente dos EUA disse ainda que espera que sejam dados passos, no Congresso norte-americano, para que levante o embargo a Cuba e disse ter dado «instruções para que se iniciem as conversações diplomáticas».

Em castelhano, Obama exclamou: «Todos somos americanos».



 
 
Raúl Castro disse que quer restabelecer os vínculos com os EUA, sobretudo no que se refere a viagens e comunicações. «Exorto ao governos dos EUA a remover os obstáculos que impedem os vínculos entre nossos povos», disse.
 

«Devemos aprender a arte de conviver de forma civilizada com as nossas diferenças», acrescentou.

 
O presidente cubano reconhece que há «profundas diferenças» entre os dois países, «fundamentalmente em matéria de soberania nacional, democracia, direitos humanos e política exterior».
 

«Reafirmo nossa vontade de dialogar sobre todos esses temas», acrescentou.
 

De acordo com Barack Obama, o Papa Francisco teve um papel importante na negociação. Também Raul Castro mencionou a participação do Vaticano nas negociações, e agradeceu o apoio do Papa Francisco.
 

 
Castro anunciou ainda que Cuba vai libertar também um homem de origem cubana acusado de espionagem a favor dos EUA.