Os EUA e a Rússia alcançaram, esta sexta-feira, um acordo sobre a coordenação no uso do espaço aéreo na Síria para evitar confrontos indesejados, após uma série de reuniões entre representantes da Defesa de ambos os países.

A informação, avançada por funcionários russos, foi confirmada pelo próprio Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que explicou que foi alcançado um acordo para solucionar os conflitos caso de aviões russos e norte-americanos “ocupem espaços similares” nos céus da Síria.

“Nesse sentido, conseguimos um acordo e alguns canais de comunicação. Continuaremos a divergir nos princípios e estratégias básicas que temos na Síria”.


Os Estados Unidos lideram, há mais de um ano, uma coligação internacional que leva a cabo ataques aéreos contra posições do autoproclamado Estado Islâmico na Síria e no Iraque, enquanto a Rússia destacou caças e desde dia 30 de setembro que lança raides aéreos por todo o país.

A Rússia ataca o Estado Islâmico e outros grupos da oposição ao regime de Bashar al-Assad no quadro da guerra civil que vive o país, incluindo fações apoiadas pelos Estados Unidos, algo que despertou receios relativamente a uma escalada num conflito.

O Pentágono reconheceu que os seus ‘drones’ e os seus pilotos de caças tiveram que fazer repentinas mudanças de rumo para evitar choques indesejados com aviões russos, embora tenha assegurado que os bombardeamentos contra os ‘jihadistas’ do Estado Islâmico continuam o seu curso normal.
 

Rússia retirou 56 civis da Síria


A Rússia retirou este sábado 56 civis da Síria num avião de transporte do ministério para situações de emergência, que já aterrou sem problemas no aeroporto da capital russa.

"Um total de 56 civis, incluindo dez crianças, abandonaram o local a bordo de um avião da emergência", informou um porta-voz do ministério russo a órgãos locais de informação.

Entre os 56 civis estão 38 cidadãos russos, oito bielorrussos, quatro ucranianos, dois sírios e quatro apátridas.
 

Moscovo nega que campanha russa na Síria procure defender Bashar al-Assad


A Rússia negou que a campanha de bombardeamentos na Síria procure defender a todo o custo o regime de Bashar al-Assad e mostrou-se disposta a cooperar com os Estados Unidos e países da região.

"Não queremos que no poder esteja o Estado Islâmico. Então, deve ser um Governo civilizado e legítimo. Isto é o que se tem de falar", afirmou o primeiro-ministro russo, Dmitri Medvédev, em declarações à televisão pública.

Medvédev instou os Estados Unidos e todos os países da região, desde a Turquia à Arábia Saudita, a "abordar as questões políticas" para a solução do conflito na Síria.