Aécio Neves, senador do partido do Movimento Democrático Brasileiro, foi, esta terça-feira, constituído arguido no caso Lava Jato. O senador está acusado dos crimes de corrupção passiva e obstrução de justiça no âmbito da Operação, avança a imprensa brasileira.

Cinco juízes de primeira instância do Supremo Tribunal Federal (STF) - Marco Aurélio Mello, Luís Roberto Barroso, Luiz Fux, Rosa Weber e Alexandre de Moraes - concluíram, por unanimidade, que existem indícios de prática criminosa, declarando Aécio Neves arguido, dando assim razão à denúncia da Procuradoria Geral da República contra o senador.

Com esta decisão, Aécio Neves passa a responder ao processo penal na condição de arguido e poderá apresentar novas provas para contestar a acusação. O julgamento será realizado pelo mesmo coletivo de juízes.

À imprensa brasileira, o senador afirmou que vai provar a 'absoluta legalidade e correção' dos seus atos.

Em 2016, o Supremo Tribunal autorizou uma investigação ao o senador Aécio Neves, por alegada responsabilidade nos desvios na petrolífera estatal Petrobras

O caso surgiu na sequência da denúncia pelo senador Delcídio do Amaral, antigo porta-voz do Governo no Senado, detido em dezembro de 2015, no âmbito da investigação do escândalo de corrupção na Petrobras, que deu origem ao processo Lava Jato.