A aeronave que se despenhou, na quinta-feira, no leste de Angola, terá sido atingida por um raio na asa direita, o que terá incendiado um dos motores. Os sete ocupantes morreram, entre os quais um paramédico português.

A informação foi avançada pelo diretor nacional do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes Aeronáuticos (GPIAA), Luís António Solo, com base nas primeiras avaliações aos destroços da aeronave, um Embraer EMB 120 que estava ao serviço da empresa privada Air Guicango.

Os destroços da aeronave, segundo os investigadores, foram avistados numa extensão de quatro quilómetros, no município do Cuílo, na província da Lunda Norte, a mais de 320 quilómetros da cidade do Dundo, de onde tinha partido minutos antes.

As operações de busca e salvamento, com a recuperação dos restos mortais dos ocupantes, foram concluídas no domingo, seguindo-se a investigação às causas do acidente, com uma comissão de inquérito.

No local dos destroços foram encontrados os restos mortais dos ocupantes, cinco angolanos, entre os quais três elementos da tripulação, um sul-africano e o paramédico português Paulo Sérgio Mendes de Carvalho, de 40 anos, que serão trasladados hoje para Luanda.

A aeronave em causa descolou do aeroporto do Dundo, capital da província da Lunda Norte, pelas 16:55 de quinta-feira.

O paramédico português, ao serviço de uma clínica de Luanda, participava no transporte de um paciente sul-africano do Dundo para a capital angolana.

Questionado na sexta-feira pela Lusa, o diretor do GPIAA, órgão do Ministério dos Transportes de Angola, indicou que a Air Guicango é uma "empresa certificada para operações comerciais não regulares".

Segundo Luís António Solo, 15 minutos depois de levantar voo da capital da província da Lunda Norte com destino a Luanda (a 1.100 quilómetros de distância), o piloto reportou problemas na aeronave. "Uma avaria no motor, seguido de fogo. Foram também reportadas condições atmosféricas adversas".