Mais de 900 candidatos vão concorrer, em novembro, às eleições locais em Hong Kong, tradicionalmente ganhas pela ala pró-Pequim e vistas como um teste à opinião pública após os protestos pró-democracia e o chumbo da reforma política.

O período de candidaturas, de 02 a 15 de outubro, terminou com um recorde de inscrições para estas eleições, marcadas para 22 de novembro. 

No total foram recebidas 951 candidaturas para os 431 lugares que vão a votos nos 18 distritos de Hong Kong, que abrangem a ilha de Hong Kong (4), Kowloon (5) e os Novos Territórios (9), informou na quinta-feira a comissão eleitoral.

Há um ano, estudantes e habitantes de Hong Kong ocuparam durante cerca de dois meses várias artérias centrais da cidade, num protesto que visava mostrar o descontentamento popular perante a decisão de Pequim em autorizar, em 2017, a eleição direta do chefe do Governo, mas num ato eleitoral onde os candidatos serão previamente aprovados pelo comité eleitoral.