Pelo menos nove combatentes pró-regime morreram na Síria, na sequência de um ataque noturno atribuído a Israel e que visava um local militar no norte daquele país, informou esta segunda-feira uma organização não-governamental.

Seis sírios e três outros combatentes, cuja nacionalidade não foi estabelecida, foram mortos neste ataque", afirmou o diretor do Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), Rami Abdel Rahman.

A agência oficial síria Sana citou, por sua vez, uma fonte do exército, que acusou Israel de bombardear um alvo militar na noite de domingo.

O exército israelita "alvejou com mísseis uma das nossas posições (...) ao norte do aeroporto militar de Neirab", em Aleppo, indicou a mesma fonte, referindo ainda que "o dano é apenas material".

Sobre o ataque um porta-voz do exército israelita afirmou à agência de notícias France-Presse: "Não comentamos informações provenientes do estrangeiro".

Desde o início da guerra na Síria em 2011, Israel realizou vários ataques contra o regime de Bashar al-Assad e aliados, o movimento de resistência xiita libanês Hezbollah e o Irão, perto de Damasco e nas províncias centrais de Homs e Hama. Os ataques são muito mais raros no norte do país.

Israel e a Síria estão oficialmente em estado de guerra. Israel tomou a maior parte dos montes Golã, na fronteira com a Síria, em 1967, que anexou em 1981. Essa anexação nunca foi reconhecida pela comunidade internacional.