O Papa cruzou-se com o candidato à presidência dos Estados Unidos Bernie Sanders, no Vaticano. Confirmou isso mesmo aos jornalistas, mas esclarecendo que em causa não esteve nenhuma reunião nem qualquer envolvimento do Sumo Pontífice em questões políticas. Quem pensa isso, bem pode "procurar um psiquiatra", aconselha Francisco.

"Quando sai [da Casa de Santa Marta], cumprimentei-o, um aperto de mão, nada mais. A isto chama-se boas maneiras, não imiscuir-se na política. Se alguém pensa que cumprimentar alguém é envolver-se na política, eu recomendo que procure um psiquiatra"

O Papa proferiu essa declaração bem disposto, segundo a Reuters, depois de ter sido confrontado pelos jornalistas sobre o encontro, a bordo do voo de regresso a Roma, depois da visita que fez a Lesbos, de onde trouxe, consigo, 12 refugiados.

O senador Bernie Sanders foi um dos participantes no colóquio comemorativo dos 25 anos da encíclica social ‘Centesimus annus’, de João Paulo II. O evento foi promovido pela Santa Sé.

Também ele confirmou à Associated Press que trocou umas "breves palavras" com o Papa e que aprecia a mensagem que Francsco está a passar ao mundo sobre a necessidade de haver moral e justiça na economia global.
 
"Foi uma verdadeira honra para mim e para minha esposa passar algum tempo com ele. Penso que é uma das figuras extraordinárias não só no mundo atual, mas na história do mundo moderno."
 
Sanders e a mulher, Jane, ficaram hospedados uma noite no mesmo hotel e no mesmo andar que o papa. Francisco observou aos jornalistas que os outros membros que participaram na conferência do Vaticano também ficaram alojados no mesmo sítio.

Portanto, frisou o Papa, nada de política esteve em causa. Foi um encontro ocasional e fugaz. 

Entre os democratas, Bernie Sanders e Hillary Clinton estão a disputar as primárias taco a taco. As eleições presidenciais são só em novembro.