O ex-vice-presidente do Governo espanhol e ex-dirigente do FMI, Rodrigo Rato, foi detido após uma busca à sua habitação , no bairro madrileno de Salamanca, avança a agência EFE. 

O Ministério Público espanhol acusa o ex-vice-presidente de crimes de fraude, branqueamento de capitais e ocultação de bens. A busca domiciliária foi autorizada por um juiz a pedido do Ministério Público espanhol.

Horas depois de uma inspecção à sua casa, após denúncia da Procuradoria-Geral de Madrid, Rodrigo Rato saiu escoltado num carro da polícia, sem algemas, para prestar depoimento, asseguraram fontes judiciais citadas pela Efe. Segundo as mesmas fontes, não há nenhuma ordem de detenção para o ex-presidente do Bankia.

Pouco tempo depois da saída de Rato, os agentes abandonaram também a habitação com, pelo menos, quatro caixas de documentação. Após as buscas na casa do ex-vice-presidente, os agentes dirigiram-se para o escritório de Rato.




Segundo fontes jurídicas à EFE, a denúncia, que pedia uma investigação imediata à casa de Rodrigo Rato, não é apenas contra o ex-vice-presidente, mas não foram adiantados mais pormenores, uma vez que o caso está em segredo de justiça.

A detenção acontece depois de se saber que Rato beneficiou com a denominada amnistia fiscal aprovada pelo executivo de Mariano Rajoy, em 2012, para regularizar o seu património.

Segundo a imprensa espanhola, o ex-dirigente do FMI passou então a fazer parte dos 705 suspeitos por possível comissão num crime de branqueamento de capitais, através do Serviço Executivo de Prevenção e Branqueamento de Capitais (Sepblac, em espanhol). 

Na altura, em declarações ao El País, Rato não confirmou nem desmentiu esta informação, afirmando tratar-se de «um tema pessoal».

Rodrigo Rato foi vice-presidente do governo da Espanha durante o mandato de José María Aznar, de 1996 a 2004.