As investigações ao caso do cidadão português raptado na Matola, nos arredores da capital moçambicana, Maputo, na última semana, continuam sem desenvolvimentos, segundo o porta-voz da Polícia da República de Moçambique (PRM), citado pela imprensa local.

De acordo com o porta-voz do Comando Geral da PRM, Pedro Cossa, que é citado pelo diário eletrónico MediaFax, as autoridades moçambicanas continuam sem conhecer o paradeiro do cidadão português, que se encontra em cativeiro há seis dias.

Segundo o jornal, a polícia apenas adiantou que o homem, de 72 anos, terá sido levado por um número indeterminado de homens armados, mas a informação sobre o crime é escassa.

«Temos muita fé de que, em breve, iremos trazer novidades sobre este sequestro, mas por agora prefiro não tecer grandes comentários para não confundir a informação», disse Pedro Cossa, lamentando a falta de colaboração da família da vítima com a polícia.

Entretanto, um outro caso de rapto é hoje noticiado pelo estatal Notícias, que dá conta de um empresário moçambicano, de 58 anos, ter sido raptado, no sábado, por quatro homens armados na Macia, na província de Gaza, a cerca de 160 quilómetros da capital, Maputo.

A confirmar-se este caso, sobe para três o número de raptos ocorridos em Moçambique em menos de duas semanas, depois de uma menina de nove anos ter sido sequestrada quarta-feira nos arredores de Chimoio, a capital de Manica, no centro de Moçambique, e libertada a troco de um resgate de cerca de cinco mil euros.

No último ano, uma vaga de raptos vitimou dezenas de pessoas em Moçambique, atingindo pelo menos quatro portugueses, todos já libertados.

Em resposta à vaga de criminalidade, as autoridades moçambicanas alargaram a moldura penal deste crime para penas de 20 a 24 anos de prisão, tendo vários cidadãos envolvidos em casos de rapto, entre os quais agentes da polícia, sido já detidos e condenados.