Os 15 membros do Conselho Segurança da ONU vão realizar mais consultas sobre o cessar-fogo no leste da Ucrânia, mas não estão ainda prontos para adotar uma resolução, indicaram, este domingo, fontes diplomáticas.

O órgão deveria votar uma resolução, cujo texto foi redigido pela Rússia, apelando a todas as partes para implementar o acordo que permitiu iniciar um cessar-fogo no passado domingo.

Contudo, alguns países procuram alterações, como a Malásia que quer ver no texto uma referência ao voo MH17 da Malaysia Airlines, que foi abatido no leste da Ucrânia em meados de julho.

«Houve algumas novas discussões entre os estados-membros», afirmou o enviado britânico Mark Lyall Grant.

«Não estamos em posição de votar o texto hoje [domingo], mas há interesse em obter uma reação do Conselho de Segurança ao acordo de Minsk (...). Estamos a acompanhar de perto os acontecimentos no terreno».

O mesmo responsável reconheceu que «não há garantias» de que todos os membros do Conselho de Segurança da ONU irão chegar a uma posição consensual e adotar o referido texto.

«Estamos a trabalhar nisso», afirmou, por seu lado, o diplomata francês, François Delattre.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, apelou a todas as partes para cumprirem os seus compromissos com vista a acabar com o conflito armado que dura há dez meses.

Pelo menos 5.300 pessoas morreram e um milhão de outras foi forçada a fugir das suas casas devido aos confrontos entre os separatistas pró-russos e as forças de Kiev no leste da Ucrânia.

O acordo alcançado na quinta-feira em Minsk após uma noite de negociações entre o presidente russo, Vladimir Putin, o seu homólogo ucraniano Petro Poroshenko, o presidente francês, François Hollande, e a chanceler alemã, Angela Merkel, refere que Kiev e os rebeldes, dois dias após a entrada em vigor do cessar-fogo, devem começar a retirar as suas armas pesadas a partir da linha da frente.