Dois militares de alta patente da Guarda Nacional Bolivariana (polícia militar) foram detidos pelas autoridades venezuelanas por alegadamente estarem envolvidos no atentado falhado de 3 de agosto último contra o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.

Durante uma conferência de imprensa em Caracas, o procurador-geral Tarek William Saab, designado pela Assembleia Constituinte, afirmou aos jornalistas, terça-feira, o general de divisão Alejandro Pérez Gámez e o coronel Pedro Zambrano Hernández foram detidos.

O procurador não avançou mais pormenores sobre o envolvimento destes militares, nem o papel que tiveram no ataque.

Tarek William Saab afirmou ainda que o número de pessoas envolvidas "aumentou para 34" e que as autoridades venezuelanas não descartam que esse número aumente.

Até agora há 14 detidos, entre eles estes dois militares, que foram apresentados (perante um juiz) e acusados", frisou, informando ainda que já foram emitidos 27 mandados de detenção, com alerta vermelho da Interpol, para os suspeitos que se encontram nos Estados Unidos e na Colômbia.

Alguns dos detidos já foram apresentados a tribunal, onde foram acusados de vários delitos, entre eles traição à pátria e tentativa de homicídio contra Nicolás Maduro.

A organização não-governamental Foro Penal Venezuelano tem denunciado que os detidos têm sido submetidos a torturas e maus tratos, entre eles o deputado Juan Requesens.

Em 4 de agosto último, duas explosões, que as autoridades dizem terem sido provocadas por dois drones, obrigaram o Presidente da Venezuela a abandonar rapidamente uma cerimónia de celebração do 81.º aniversário da Guarda Nacional Bolivariana (polícia militar), que tinha lugar em Caracas.