Subiu para 17 o número de vítimas mortais na sequência do incêndio que ontem destruiu, por completo, o prédio Grenfell Tower na cidade de Londres.

O número foi comunicado pelas autoridades já esta quinta-feira, numa altura em que os bombeiros prosseguem as buscas na gigantesca torre de apartamentos, porque continuam muitas pessoas desaparecidas. As equipas de socorro acreditam que possam estar ainda muitas vítimas dentro do edifício, embora não haja esperança de encontrar sobreviventes.

Mais tempo, ainda, vai demorar a apurar as causas reais desta catástrofe. Ontem, perante a pergunta "porque ardeu o Grenfell Tower'", o The Guardian dava conta de relatos que circulavam entre os moradores e que mencionavam uma explosão num frigorífico no quarto andar do prédio. No entanto, esta informação não foi confirmada.

Além dos mortos, há 79 pessoas feridos, sendo que 37 continuam internadas, 18 das quais em estado crítico. Durante o combate às chamas também ficaram feridos nove bombeiros.

Já hoje, a primeira-ministra, Theresa May, visitou o local da catástrofe, onde conversou com os responsáveis pelas operações sem prestar declarações

A chefe de Estado declarou-se “profundamente triste”, segundo uma nota no Twitter do número 10 de Downing Street:

O Grenfell Tower começou a arder por volta das 1:00 da manhã de quarta-feira. Um grupo de moradores já tinha feito repetidos alertas, ao longo dos últimos anos, caso houvesse um incêndio, devido às precárias condições de segurança do edifício de 24 andares. Preocupações que não desapareceram mesmo depois da remodelação, recente, que custou mais de 10 milhões de euros.