Os Serviços Secretos dos Estados Unidos da América (EUA) vão despedir quatro quadros superiores. A decisão, divulgada esta quinta-feira pela Reuters, é a última mudança anunciada no organismo de proteção do Presidente Barack Obama, após várias quebras de segurança nos últimos anos.

Joseph Clancy, diretor dos Serviços Secretos, disse a quatro membros da direção, responsáveis pelas pastas de proteção, investigação, tecnologia e relações públicas, que teriam de deixar os seus empregos. Um quinto nome decidiu reformar-se, adiantou ainda àquela agência.

A medida é a continuação de uma renovação do pessoal da agência e de uma «limpeza entre os funcionários de topo», nota Joseph Clancy.

«A mudança é necessária para ter uma nova perspetiva do modo como conduzimos os negócios». «Tenho a certeza de que qualquer dos nossos funcionários executivos serão produtivos e bens valiosos quer em outras posições quer no departamento [de segurança interna]».


Os serviços secretos dos EUA têm sido alvo de muitas críticas devido a casos recentes de falhas na segurança. Em setembro, a agência responsável por proteger a família presidencial deixou que um homem armado com uma faca saltasse os muros e invadisse os jardins da Casa Branca. Foi a maior quebra de segurança no governo de Barack Obama.

Os casos, no entanto, não começaram no ano passado. Antes, um agente já tinha sido encontrado, visivelmente embriagado  - sendo que até desmaiou - no corredor de um hotel em Amesterdão, quando devia estar a preparar a chegada do Presidente dos EUA.  

Outro episódio ocorreu em 2012, quando agentes dos serviços secretos enviados para a Colômbia para preparar a chegada de Obama, foram vistos a levar várias prostitutas para quartos de hotel, depois de terem passado a noite em bares de strip.