Um batalhão de 800 soldados da Serra Leoa que aguardava a partida para a Somália, onde iam integrar um contingente de paz foram esta terça-feira colocados de quarentena por suspeitas de infeção com o vírus ébola.

As análises feitas a um dos militares deram um resultado positivo à presença do vírus letal, obrigando as oito centenas de homens a um período de isolamento de 21 dias, o tempo de incubação do vírus, noticia a Reuters.

O anúncio é feito no mesmo dia em que a Organização Mundial de Saúde atualiza os dados sobre o número de vítimas do vírus que provoca febres hemorrágicas e para o qual não há vacina.
O número de mortes por ébola sobe para 4447 e já são mais de 8900 os infetados. A OMS estima que o número de infetados com o vírus ébola ultrapasse os nove mil ainda esta semana.

Os países mais afetados com o surto de ébola são a Libéria, a Serra Leoa e a Guiné-Conacri, mas, o medo de apanhar o vírus espalhou-se á escala mundial.

Há, pelo menos, duas profissionais de saúde infetadas com ébola, em Espanha e nos Estados Unidos, que foram vítimas de contágio após tratarem doentes infetados em África.

Já esta terça-feira, as autoridades de saúde alemãs confirmaram a morte de um funcionário da ONU que não resistiu à febre hemorrágica.

Na semana passada, um liberiano que atravessou meio mundo - fazendo escalas em aeroportos de Monróvia até Dallas, nos Estados Unidos, e passando pela Europa – morreu vítima do vírus.