A França celebra esta terça-feira o Dia da Bastilha, conhecido como a Festa da Federação francesa, entre preocupações com a segurança nacional. As celebrações contaram, pela primeira vez na história, com um desfile das unidades de operações especiais antiterrorismo.

A insegurança sentida em França depois dos atentados terroristas à revista Charlie Hebdo, a 7 de janeiro, e ao supermercado kosher Hypercacher, um dia depois, onde um terrorista islâmico armado matou 16 franceses, refletiu-se no dia das celebrações nacionais francesas.

Mais de 10 mil soldados participaram no desfile, apesar da inclusão das forças militares especiais não fazer parte da tradição. Membros da GIGN (Grupo de Intervenção para a Segurança Pública Nacional), BRI (Brigada de Investigação e Intervenção) e RAID desfilaram na avenida de Champs-Elysées, em Paris.

Esta foi a primeira vez na história em que as brigadas antiterroristas estiveram nas festividades.



Segundo o jornal France 24, o desfile desta terça-feira foi mais pequeno e durou menos tempo, teve menos armas, aeronaves e veículos, porque 10 mil soldados foram recrutados para operações antiterrorismo, em França, e outros 10 mil estão em operações no estrangeiro.

François Hollande, que alertou para o perigo do terrorismo, esta segunda-feira, assistiu às festividades, acompanhado pelo presidente mexicano, Enrique Peña Nieto.

A segurança foi reforçada na capital francesa e nos subúrbios, durante as comemorações. Segundo as autoridades, um dispositivo experimental para neutralizar drones estava instalado e pronto a ser usado, caso surgisse alguma ameaça que pudesse interromper o desfile.