À Grécia chegaram este domingo de manhã cerca de dois mil migrantes. Num país inundado de problemas financeiros, a Grécia tem agora mais uma dor de cabeça.
 
Em maré baixa, a Grécia vê entrar no seu solo, num único dia, dois mil migrantes do norte de África e do Médio Oriente. Muitos fogem da guerra da Síria, outros procuram a terra prometida. Vieram em vários navios, todos eles atracaram no porto de Pireu, um município vizinho da capital grega, Atenas, e situado na sua área metropolitana.
 
Numa altura em que o Alto Comissariado para os Refugiados revela que mais de 100 mil refugiados e migrantes fizeram a travessia do Mediterrâneo, rumo à Europa só nos primeiros cinco meses de 2015, Pireu, na Grécia, pode ser apenas um porto de abrigo temporário. A maioria dos migrantes quer zarpar para outros países europeus com mais solidez financeira, com mais oportunidades de emprego e mais salário. Não é na Grécia, onde habita a austeridade imposta pela troika, que há esperança de encontrar trabalho.
 
Já na próxima terça-feira, numa reunião de ministros do Interior da União Europeia, os parceiros comunitários vão afundar os planos de ajuda à Grécia e Itália. A proposta de auxílio tem que ser aprovada por unanimidade. Hungria e República Checa dizem não ao SOS de Roma e Atenas.