O semanário Charlie Hebdo, atacado há um ano por jihadistas, depois da publicação de uma caricatura do profeta Maomé, voltou a levantar polémica com uma nova sátira sobre um menino sírio afogado na Turquia e a crise dos refugiados.
 
O caricaturista e diretor da publicação satírica francesa, Laurent Sourisseau "Riss", aproveitou o recente alarme causado por abusos sexuais e roubos em massa, na Alemanha, na noite da passagem do ano, e que têm como presumíveis autores requerentes de asilo, para imaginar o futuro da criança síria, de três anos, que se afogou numa praia da Turquia, caso a sua viagem para a Europa tivesse sido bem-sucedida.

"O que teria sido o pequeno Aylan se tivesse crescido? Abusador de mulheres na Alemanha", assinala o desenho, no qual se vê uma imagem da criança, cujo corpo apareceu em setembro numa praia da Turquia, juntamente com a de dois jovens a perseguirem várias raparigas.