A condenação não desarma do ex-presidente do Brasil. Depois de ontem ter sido condenado a nove anos de prisão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, no âmbito do mega processo Lava-Jato, Lula da Silva diz que será candidato presidencial em 2018.

“Se alguém pensa que, com esta sentença, me tiraram do jogo, fiquem a saber que estou no jogo” frisou Lula deixando o aviso que, a partir deste momento, está na corrida ao Palácio do Planalto.

Lula deixou ainda um aviso aos eleitores: para o bem e para o mal, eles terão "um pré-candidato com um problema jurídico às costas".

As circunstâncias, segundo Lula, colocam-nos perante três batalhas: na Justiça para ser absolvido, no PT, para ganhar o apoio do partido e nas ruas, na "boa luta democrática" para convencer a sociedade.

Uma notícia recebida por uma audiência aos gritos: “Lula presidente" e que riu quando o ex-presidente insinuou que precisará de lutar pelo apoio do partido para a sua candidatura oficial.

Na reação à sua condenação no caso Lava-Jato, Lula voltou a mostrar que prefere — e quer — ser julgado nas urnas em 2018.

“Quem acha que é o fim do Lula, vai partir a cara. Em política, quem tem o direito de decretar o meu fim é o povo brasileiro”, concluiu citado pelo O Globo.

Lula da Silva continua a dividir o Brasil e com a condenação, dizem os media e os comentadores políticos, o fosso entre apoiantes e adversários alarga-se ainda mais.

Lula disse que a sua condenação está ao serviço do golpe político que derrubou Dilma Rousseff. E por isso, os seus advogados não têm dúvidas sobre o que fazer a seguir: o recurso.

O juiz Sérgio Moro considerou provado que Lula aceitou um suborno no valor de cerca de um milhão de euros de uma empresa de engenharia, que terá renovado um apartamento do ex-presidente em troca de contratos com a petrolífera estatal Petrobras.

E este foi apenas o primeiro dos cinco julgamentos a que Lula estará sujeito.