O mais recente balanço sobre sobre a consequência das fortes chuvas que caíram sobre a província de Benguela, aponta para 64 mortos, 119 casas destruídas e 46 sem cobertura, oito escolas inundadas e a destruição de uma igreja.

Em declarações à imprensa, o Secretário de Estado para o Serviço de Proteção Civil e Bombeiros, do Ministério do Interior, Eugénio Laborinho, considerou a situação crítica, mas sob controlo.

«Temos um balanço de 64 mortos, ainda provisório, porque o trabalho de limpeza das valas e de buscas de mortos e desaparecidos continua», referiu o governante angolano.

Segundo Eugénio Laborinho, as operações contam com o apoio da Marinha, da Polícia Nacional, de nadadores salvadores do serviço de Proteção Civil e outros voluntários.

O governante apelou às empresas a sua mobilização para ajudar na limpeza das valas de drenagem das linhas de água e também para a retirada de lama em zonas afetadas.

«Este trabalho já começou, mas ainda falta aumentar a sua capacidade de intervenção», referiu Eugénio Laborinho.

O enterro das vítimas tem início esta sexta-feira, estando a parte da manhã reservada às crianças, o maior número de afetados pela tragédia.