A oposição venezuelana, através do deputado José Gregório Correa, denunciou hoje que o Governo do Presidente Nicolás Maduro nega-se a autorizar a entrada no país de 900 contentores de medicamentos provenientes da Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.

O Governo nacional (venezuelano) não dá autorização, no seu empenho por fazer que o mundo acredite que aqui não há uma crise humanitária e isso é sumamente grave"

Em declarações aos jornalistas, em Caracas, o deputado, que também é presidente da Comissão de Assuntos Interiores, Segurança e Defesa do Parlamento do Mercosul (Parlasul), questionou a importância que tem "vida dos venezuelanos" para o Governo.

Ora, a propósito, na última sexta-feira, Maduro acusou os Estados Unidos de, com o "bloqueio económico", estarem a impedir o país de comprar insulina e alimentos para distribuir às camadas mais pobres da população, a preços bonificados.

Mortes em confronto entre exército e grupo armado 

Foi notícia também hoje noítica que 11 homens morreram, no domingo, na localidade venezuelana de Tumeremo, durante um confronto entre o exército e um grupo armado.

O Ministério Público da Venezuela está a investigar o caso e explicou que funcionários do Exército Nacional Bolivariano realizavam trabalhos de vigilância em Tumeremo, "devido à presença de membros de uma organização armada", lê-se em comunicado.

"Durante o procedimento, os militares foram surpreendidos por um grupo de desconhecidos, o que gerou uma troca de tiros, da qual resultou a morte de 11 homens e ferimentos a um oficial do exército", cita a agência de notícias Efe.