Noventa e oito presumíveis terroristas foram abatidos na sexta-feira, quinto dia da campanha militar 'O direito do mártir' na península egípcia do Sinai, da qual resultou também a morte de quatro soldados, anunciou este sábado o Exército egípcio.

Segundo um comunicado do Exército egípcio divulgado hoje, as operações de sexta-feira no norte do Sinai incluíram bombardeamentos aéreos e com tanques.

As forças de segurança detiveram 23 suspeitos, desativaram 13 bombas e destruíram centenas de esconderijos dos terroristas e quatro veículos e sete motociclos utilizados para perpetrar ataques.

No âmbito destas operações, quatro soldados morreram e sete ficaram feridos, incluindo quatro oficiais devido à explosão de uma bomba.

O Exército egípcio também informou na sexta-feira que uma mulher e uma criança morreram e vários civis ficaram feridos devido à explosão de um automóvel armadilhado na cidade de Rafah, no norte do Sinai e que faz fronteira com a Faixa de Gaza.

A campanha militar 'O direito do mártir' é levada a cabo pela Segunda Divisão do Exército, com o apoio da polícia egípcia e unidades especiais antiterroristas.

Segundo a imprensa egípcia, esta campanha é a maior efetuada desde julho último, quando os extremistas lançaram uma série de ataques, que causaram mortos, contra as forças de segurança.

Um total de 232 presumíveis terroristas morreram em confrontos com as forças de segurança durante esta ampla operação militar que começou na última segunda-feira no norte da península do Sinai, segundo dados fornecidos pelo Exército.

As tropas egípcias enfrentam no Sinai grupos armados radicais, que aumentaram os ataques contra as autoridades desde o golpe de Estado de 3 de julho de 2013, que provocou a queda do então presidente egípcio, o islamita Mohamed Mursi.