As explosões registadas na noite de quarta-feira num armazém de Tianjin, norte da China, a 145 quilómetros de Pequim, causaram 44 mortos, mais 37 do que foi inicialmente estimado, disse hoje a agência noticiosa oficial chinesa Xinhua.

A explosão terá sido causada por substâncias inflamáveis ​​e explosivos numa estação de armazenamento de gasolina, segundo a BBC. Já a agência de notícias chinesa refere-se apenas a um armazém de mercadorias perigosas e adianta ainda que essa explosão provocou outras nas proximidades.

Nas redes sociais circulam imagens quer da explosão, quer de pessoas feridas e dos estragos causados. 

O hospital local já recebeu entre 300 a 400 feridos, uns vindos em ambulâncias e outros pelo próprio pé, reporta o "Beijing News", citando um médico não identificado dessa unidade de saúde. 

   
A grande bola de fogo pôde ser vista e sentida a vários quilómetros de distância, segundo os vídeos que estão a ser partilhados no Twitter.

Uma câmara captou, segundo a televisão chinesa CCTV, o momento exato da explosão. Atenção que o vídeo pode impressionar as pessoas mais sensíveis:
O China Earthquake Network Center, a agência sísmica do país, indica que ocorreram  duas explosões no espaço de 30 segundos. Relatos indicam que as explosões foram sentidas a dez quilómetros de distância, como se de um sismo se tratasse. 



Vários blocos de apartamentos nas proximidades estão sem energia elétrica, de acordo com a emissora estatal chinesa CCTV. 

Entretanto, o fogo que se seguiu à explosão parece estar sob controlo, mas perdeu-se o contacto com dois bombeiros e seis deles estão feridos. 

No teatro de operações, encontram-se 38 carros de bombeiros.

Uma testemunha ocular contou aos media locais que estava a fazer compras quando "de repente, atrás, surgiu uma grande bola de fogo e uma explosão".

"O chão tremia ferozmente, os carros e edifícios próximos começaram a tremer, os vidros de alguns edifícios quebraram toda a gente começou a correr"


Vivem em Tianjin cerca de 14,7 milhões de pessoas. É uma cidade satélite para as indústrias da refinaria e petroquímica.