O número de casos de malária registados em Timor-Leste caiu 97% entre 2006 e 2012 segundo um estudo que atribui a redução à introdução e expansão dos serviços microscópicos de malária e a testes de diagnóstico rápido (DRT).

O estudo, publicado esta semana no Malaria Journal, foi realizado por vários investigadores, incluindo timorenses que analisaram dados dos serviços públicos de saúde, incluindo laboratórios.

«A diminuição de 97% na incidência de malária em Timor Leste deve-se à aplicação de métodos de controlo da malária, que incluiu o reforço e melhoria da vigilância de qualidade, o diagnóstico precoce e tratamento imediato dos casos com antimaláricos eficazes, o controlo do vetor-alvo, o desenvolvimento de recursos humanos e implantação, o compromisso do pessoal, financiamento e a assistência técnica da OMS», refere o estudo.

Este estudo documenta o êxito de algumas políticas do Programa Nacional de Controlo da Malária (PNCM) para combater a doença, um dos principais problemas de saúde pública em Timor-Leste, com mais de 200 mil casos em 2006 e 2007.

Assim, e segundo o estudo, o número de casos de incidência de malária caiu de 223 mil em 2006 para apenas 6.200 em 2012, com o número de casos clínicos a cair de 185 mil para apenas 2.000.

Uma queda que se deveu, segundo o estudo, à introdução de testes de diagnóstico rápido (DRT) monovalentes em 2008 e bivalentes em 2010 e a aprovação de novos critérios de tratamento com artemisinina combinada com outros anti-malários, ou a denominada Terapia Combinada de Artemisinina (ACT).

A contribuir também para a redução dos casos esteve a política de distribuição de redes de longa duração tratadas com inseticida (LLIN na sua sigla inglesa), primeiro distribuídas a mulheres grávidas e crianças com menos de cinco anos em zonas de alto risco e depois a outros grupos.

O estudo destaca ainda a criação do Laboratório Nacional, o estabelecimento de pontos de controlo a nível regional, distrital e subdistrital e outras medidas de controlo da doença.