A polícia da Tanzânia deteve 225 feiticeiros e curandeiros numa operação contra os assassinatos e ataques a albinos, avança a AFP.

Segundo a ONU, cerca de 80 albinos foram mortos desde o início do século neste país. Há poucas semanas, um menino de apenas um ano foi morto, enquanto muitos ataques se sucedem.

Os feiticeiros acreditam que algumas partes do corpo de um albino têm poderes mágicos, que dão saúde e boa sorte, refere a BBC.

«Alguns dos detidos tinham na sua posse vários itens como pele de lagarto, dentes de javali, ovos de avestruz, caudas de macaco, garras de aves, caudas de mula e pele de leão», disse o porta-voz da polícia da Tanzânia, Advera Bulimba.

A Cruz Vermelha relata que os feiticeiros pagam até 75 mil dólares pelo cadáver de um albino.

O presidente da Tanzânia, Jakaya Kikwete, já classificou esta tradição como um «mal» que envergonha o país.

A Tanzânia tem uma taxa de albinismo muito elevada (um em cada 1400, em vez de um em cada 20000, como nos países ocidentais), provavelmente devido aos casamentos consanguíneos.