Três caças franceses foram mobilizados a 28 de janeiro para intercetar dois bombardeiros russos detetados sobre o Canal da Mancha, o que ocorreu pela primeira vez, anunciou a Força Aérea de França.

«Os dois (bombardeiros russos) Tu-95 Bear passaram pela Noruega, pelas ilhas britânicas e, pela primeira vez, vieram fazer uma incursão sobre a Mancha», explicou o coronel Jean-Pascal Breton, numa conferência de imprensa em Paris.

Os aparelhos russos «não infringiram nenhuma regulamentação civil», não tendo penetrado no espaço aéreo nem de França nem do Reino Unido, explicou.

A Força Aérea francesa fez descolar dois caças Mirage 2000 da Bretanha (oeste) e um caça Rafale de Creil (perto de Paris) para «monitorizar o voo e indicar-lhes que foram detetados».

Os bombardeiros russos deram então meia volta sobre o Canal da Mancha e voltaram para trás. Durante a interceção, os russos não cometeram qualquer «ato agressivo», nomeadamente interferências nas comunicações.

A Força Aérea britânica também acionou caças Eurofighter Typhoon, que escoltaram os aparelhos russos.

Este tipo de manobras russas tem sido frequente nos últimos meses, num contexto de grave crise política entre a Rússia e os países ocidentais devido ao conflito na Ucrânia.