A Actual Editora, chancela do Grupo Almedina, adquiriu os direitos para a edição portuguesa do livro “Fire and Fury”, da autoria de Michael Wolff, sobre o presidente norte-americano, Donald Trump, e que deverá chegar às livrarias em fevereiro.

No livro “Fire and Fury”, um dos títulos mais comentados das últimas semanas, Michael Wolff analisa os esquemas internos da polémica presidência de Trump, através de informação privilegiada a que teve acesso.

Na obra, o autor explora o fenómeno Trump e o drama, as controvérsias e os escândalos a ele associados, que têm toldado as suas verdadeiras motivações e objetivos.

 

“Com uma prosa mordaz, o autor deixa estes indivíduos a nu, apresentando as personalidades mais dramáticas, apaixonantes, incomuns e, de muitas maneiras, carismáticas que alguma vez entraram na Casa Branca desde que há memória nos principais meios de comunicação”, refere a editora, em comunicado.

Com base nas suas opiniões e entrevistas exclusivas, este “livro explosivo” desconstrói este fenómeno que, até agora, não tinha explicação.

O livro alcançou o topo de vendas da semana passada, nos Estados Unidos, apesar de só estar à venda desde sexta-feira.

“Fire and Fury” parece ter apanhado toda a gente desprevenida, desde a administração do Presidente norte-americano, Donald Trump, visada no livro, até à editora Henry Holt & Co., que elevou a impressão dos iniciais 150 mil exemplares para mais de um milhão.

A obra reúne uma série de "revelações explosivas", resultado de mais de 200 entrevistas, incluindo as conversas entre Donald Trump e responsáveis da Casa Branca.

Estes conteúdos relançaram o debate sobre a instabilidade da personalidade do dirigente da principal potência mundial, a que o próprio presidente reagiu, afirmando ser “um génio muito estável”.

Inicialmente, o lançamento estava previsto para terça-feira, dia 9, mas a Holt decidiu antecipá-lo, para responder à elevada procura e às ameaças de ações judiciais por parte de Donald Trump, que denunciou o livro como ficção.

Na semana passada, um advogado do Presidente enviou uma carta à Holt pedindo que a publicação fosse retida, mas John Sargent emitiu um memorando a defender a decisão da empresa de publicar a obra.

Na terça-feira, um advogado da Macmillan indicou que a editora não planeava retratar-se ou pedir desculpa.

Entretanto, Donald Trump anunciou a sua intenção de mudar as leis norte-americanas relativas à difamação.

O presidente da Coreia do Norte também já reagiu, considerando que este livro “é um prenúncio da morte política” do Presidente dos Estado Unidos.