O castigo mais pesado de sempre à Coreia do Norte foi aprovado, esta segunda-feira, pelo Conselho de Segurança da ONU. Mais sanções e por unanimidade. Esta é última tentativa para dissuadir Pyongyang do seu programa de armas nucleares, que tem envolvido vários testes com lançamentos de mísseis nas últimas semanas.

Segundo a AP, o reforço de sanções prevê que a Coreia do Norte fique proibida de importar gás natural. Porém, apenas reduz as importações de petróleo bruto feitas pelo regime de Kim Jong-Un ao nível dos últimos 12 meses e limita a importação de produtos petrolíferos refinados para 2 milhões de barris por ano.

A resolução proíbe também todas as exportações de têxteis e todos os países ficam agora impedidos de autorizar novas licenças de trabalho para trabalhadores norte-coreanos.

A proibição total de importar petróleo e o congelamento internacional de ativos do governo e do seu líder, que os EUA queriam que fossem decretadas, acabaram por não ter acolhimento na resolução final aprovada pelo Conselho de Segurança.

A 5 de agosto, a ONU já tinha aprovado outras sanções, que têm estado em vigor, como a proibição das exportações norte-coreanas de carvão, ferro, minério de ferro, chumbo, minério de chumbo e frutos do mar; não avançar cm novas joint ventures com a Coreia do Norte, nem fazer qualquer novo investimento nas já existentes. Pouco mais de um mês depois, e face aos novos testes nucleares, a Organização das Nações Unidas decidiu endurecer a punição.

O teste com uma bomba de hidrogénio, há oito dias, foi o mais potente alguma vez realizado pelo regime norte-coreano e suscitou a condenação da comunidade internacional, aumentando a tensão na região. Em julho, aquele país asiático já tinha realizado outros disparos.

Esta é já a oitava série de sanções decretadas pela ONU. China e Federação Russa, os apoios mais próximos da Coreia do Norte, também assinaram a resolução.

EUA dizem que não querem guerra

A embaixadora norte-americana nas Nações Unidas, Nikki Haley, disse hoje, depois da reunião, que os Estados Unidos não estão à procura de guerra com a Coreia do Norte. Chegou mesmo a afirmar que Pyongyang "ainda não passou o ponto de não retorno".

Se concordar em parar o seu programa nuclear, pode recuperar o seu futuro. Se provar que pode viver em paz, o mundo irá viva em paz com isso "


Nikki Haley deixou também a indicação de que "a resolução de hoje não teria acontecido sem o forte relacionamento que se desenvolveu entre o presidente Trump e o presidente chinês Xi Jinping".

Hoje mesmo, antes destas decisões, a Coreia do Norte voltou a ameaçar que os Estados Unidos vão “pagar caro” o fato de estarem a liderar os esforços para endurecer as sanções contra o regime de Pyongyang.