Os talibãs paquistaneses reivindicaram esta quarta-feira o atentado suicida de terça-feira, durante uma reunião eleitoral em Peshawar, no noroeste do Paquistão, que causou 20 mortos, incluindo um candidato.

O anúncio foi feito através de um comunicado do porta-voz dos talibãs no Paquistão, Mohammad Khurasani.

Haroon Ahmed Bilour, candidato do Partido Nacional Awami, morreu na sequência do ataque, que causou mais 20 mortos e 65 feridos, de acordo com a agência noticiosa Associated Press (AP).

O último balanço oficial apontava para 12 mortos e dezenas de feridos.

O ataque foi realizado durante uma reunião do Partido Nacional Awami, que já foi alvo de represálias por parte dos militantes islâmicos por demonstrar oposição a grupos como os talibãs.

Um porta-voz militar admitiu que já havia ameaças contra a campanha para as eleições legislativas de 25 de julho.

"De acordo com os primeiros elementos da investigação, foi um ataque suicida em que Haroon Bilour era o alvo", disse Malik Shafqat, um responsável da polícia.

Haroon Bilour pertencia a uma influente família política na província de Khyber-Pakhtunkhwa, da qual Peshawar é a capital. O pai, Bashir Bilour, também um conhecido político, foi morto num atentado suicida em 2012.