A missão da Venezuela na ONU denunciou na segunda-feira que o embaixador Rafael Ramírez e a sua família sofreram uma agressão no domingo em Nova Iorque, e atribuiu o incidente ao “carácter violento” da oposição no país.

Num comunicado, a representação venezuelana disse que Ramírez e a sua família sofreram “uma agressão” e assegurou que o diplomata “lhe fez frente, juntamente com a sua família” em “defesa das crianças que o acompanhavam”, com idades entre os oito meses e 15 anos.

“Os agressores foram identificados como Tatiana Low e Gabriel Manzano, este último de nacionalidade venezuelana, que exerce um alto cargo no setor financeiro privado, especificamente no Citibank”, afirmou a missão em comunicado.

Esta agressão contra Rafael Ramirez e sua família é outro exemplo de setores violentos e de intolerância da oposição no país".   

 

O mesmo comunicado diz que é a segunda vez que a Missão da Venezuela para a Organização das Nações Unidas é alvo de ataques da oposição venezuelana: "a primeira situação ocorreu na sede da missão, quando um homem entrou no prédio e agrediu dois funcionários venezuelanos". A polícia da cidade de Nova Iorque rapidamente entrou em cena para punir o agressor. 
 
"A Missão da República Bolivariana da Venezuela rejeita categoricamente essas ações violentas por parte de grupos que se opõem aos diplomatas venezuelanos e mantém um estreito contacto com as autoridades norte-americanas que têm a responsabilidade de garantir a segurança do nosso pessoal", adianta ainda. 
 

Venezuela a ferro e fogo

Os protestos no país não têm parado. Pelo menos uma pessoa morreu e dezenas ficaram feridas nos confrontos entre as forças de segurança e manifestantes, que bloquearam várias ruas em protesto contra o projeto de Assembleia Constituinte do Presidente Nicolas Maduro.

O Ministério Público venezuelano anunciou na rede de mensagens instantâneas Twitter estar a investigar “a morte de um jovem de 16 anos durante uma manifestação” na localidade de La Isabelica, no norte do país.

Nove militares ficaram feridos em diferentes pontos do país, informou Sergio Rivero, comandante da guarda nacional venezuelana.