À medida que o exército nigeriano, com a ajuda de uma coligação de países vizinhos, vai literalmente “limpando” as regiões do país da presença do grupo extremista islâmico Boko Haram – como foi promessa do novo presidente -, as populações que entretanto conseguiram fugir, começam a regressar a casa e é aí que se deparam com um novo problema: a fome.

De acordo com um levantamento citado pela Reuters, são 1.5 milhões os deslocados dentro do país. O drama não terminou e para muitosa história não acaba com um final feliz.

“Muitos daqueles que estão a regressar estão desesperados sem comida. As pessoas estão doentes e não há hospitais, não há vegetais, bananas. Ainda falta muito para conseguiram voltar a cultivar e toda a maquinaria foi destruída ou levada”, disse o líder de uma comunidade cristã, Sini T-Kwagga.


A região de Adamawa está detruída, após um ano nas mãos do Boko Haram que fizeram um número indeterminado de mortes e raptos. Igrajas e pontes destruídas, por exemplo. E ainda o perigo iminente de estar a pisar um terreno minado.