Luiz Inácio Lula da Silva disse que está "pronto" para ser candidato nas próximas eleições presidenciais, a realizar em 2018, e que os seus "adversários estão muito nervosos".

Quero dizer que, se necessário, se o Partido dos Trabalhadores (PT) precisar eu estou disposto a voltar a disputar para ser Presidente", disse o ex-Presidente do Brasil numa entrevista à rádio Meio Norte, do Estado brasileiro do Piauí.

A declaração acontece um dia depois de Lula da Silva ter sido citado num depoimento de Marcelo Odebrecht, ex-presidente da construtora Odebrecht, ao juiz Sérgio Moro.

Neste depoimento, o executivo disse que pagou 3,9 mil milhões de euros em subornos destinados ao ex-Presidente.

Questionado sobre o assunto, Lula da Silva defendeu-se, reafirmando que continua a ser perseguido e que não há provas contra ele.

Eu parto do pressuposto que alguém, para ser preso, precisa ter cometido um crime e a polícia e a Justiça tem que ter prova para condenar uma pessoa. E eu volto a repetir: eu duvido que tenha um empresário neste país, qualquer que seja, daqueles que estão presos, daqueles que estão livres e que possam dizer, em alto e bom som, que um dia o ex-presidente Lula pediu cinco centavos para eles. A única coisa que eu peço é que não tendo prova, peçam desculpas a mim. Eu volto para casa para cuidar da minha família. Prenda quem quiser para me denunciar e espero que apresentem uma prova contra mim. Só isso", afirmou. 

Atualmente Lula da Silva é investigado em cinco acções relacionadas com a Operação Lava Jato, que investiga crimes cometidos na petrolífera estatal brasileira Petrobras e noutros órgãos públicos do Brasil.