A justiça colombiana condenou, esta sexta-feira, a dez anos de prisão o pirata informático Andrés Sepúlveda, por vários crimes, incluindo espiar o processo de paz entre Bogotá e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC).

Sepúlveda foi considerado culpado de cinco crimes, incluindo o de interceção ilegal de conversas entre os negociadores do governo colombiano e representantes das FARC, em Havana, foi também condenado a pagar uma multa de cerca de 33 mil dólares (30 mil euros).

Aquando da sua detenção, na primavera do ano passado, Sepúlveda trabalhava para a campanha do ex-candidato à presidência Oscar Ivann Zuluaga, membro do Centro Democrático, o partido de Alvaro Uribe, Presidente de 2002 a 2010.

Zuluaga, que perdeu as eleições para Juan Manuel Santos, afirmou desconhecer as atividades ilícitas do especialista informático.

Sepúlveda foi detido depois de ter sido relacionado com gabinetes clandestinos que faziam interceções ilegais, incluindo uma que tinha como objetivo sabotar o processo de paz.

Antes da sentença, Sepúlveda, que admitiu as acusações que lhe foram imputadas, leu um comunicado em que afirmou não pedir desculpa às FARC, mas apenas às Forças Militares e de Polícia da Colômbia.

Andrés Sepúlveda intercetou as comunicações de negociadores das FARC, do dirigente máximo da guerrilha, Rodrigo Londoño (aliás, «Timochenko»), e da ex-senadora liberal Piedad Córdoba, entre outros.