O ministro da Defesa israelita, Moshé Yaalon, afirmou esta quarta-feira que dezenas de árabes israelitas se juntaram ao grupo extremista Estado Islâmico (EI).

«Várias dezenas de árabes israelitas alistaram-se no Estado Islâmico e partiram para os combates [na Síria e no Iraque], dos quais alguns foram mortos, outros presos no regresso a casa ou antes de partir, mas não se trata de um fenómeno generalizado entre os árabes israelitas», disse o ministro à rádio pública.


Moshé Yaalon desmentiu, porém, as acusações de que o árabe israelita que EI anunciou ter executado espiava a favor dos serviços secretos israelitas.

«Este árabe israelita não tem nada ver com a Mossad nem com qualquer outra instituição ligada à segurança em Israel», disse o ministro.


Num vídeo, com cerca de 13 minutos, divulgado na terça-feira pelo EI, pode ver-se um menor de idade vestido com uniforme militar, que alegadamente dispara contra a vítima, que está junto de um adulto do grupo.

A comunidade de árabes israelitas é composta atualmente por mais de 1,4 milhões de pessoas, ou seja, um quinto da população.