Está provada a relação entre o vírus Zika e a microcefalia. Segundo a agência EFE, um grupo de investigadores eslovenos conseguiu provar essa relação depois de analisar o caso de uma grávida eslovena que foi infetada, no início da gestação, durante uma viagem ao Brasil.


O anúncio foi feito por Mara Popovic, do Instituto de Patologia da Faculdade de Medicina de Liubliana, conferência de imprensa na capital eslovena, que explicou que o vírus foi encontrado nos neurónios do cérebro do embrião da mulher.


De acordo com Popovic, esta descoberta demonstra assim que o vírus ataca sobretudo as células nervosas do feto, confirmando as suspeitas dos especialistas sobre a relação da microcefalia com o vírus.


Por sua vez, Tatjana Avsic Zupanc, do Instituto de Microbiologia e Imunologia, afirmou à agência eslovena STA, que o feto pode ser contagiado com o vírus em qualquer fase da gravidez, mas que os danos mais graves ocorrem no primeiro trimestre.


Com esta descoberta, os investigadores eslovenos garante ter comprovado que os danos no sistema central são consequência da reprodução do vírus no cérebro do feto.

Os últimos dados das autoridades sanitárias do Brasil, apontam para um assinalável aumento do número de recém-nascidos com microcefalia na região nordeste do país. O país é o mais afetado por este vírus tendo registado entre 440.000 e 1,3 milhões de infeções pelo Zika.