A cidade alemã de Colónia despertou da noite de Ano Novo com a notícia de alegados crimes sexuais em série, perpetrados por um grupo de aproximadamente um milhar de homens, ocorrido durante a passagem de ano.
 
A polícia alemã recebeu, pelo menos, 90 queixas de mulheres que se dizem vítimas de abusos sexuais, alegadamente levados a cabo por um grupo homens numa praça da cidade.

Uma das pessoas agredidas, identificada apenas por Katja L., contou ao Der Express o que lhe aconteceu:

“Fui apalpada em todo o lado. Foi um pesadelo. Apesar de gritarmos e de lhes batermos, eles não paravam. Eu estava desesperada. Penso que fui apalpada 100 vezes em 200 metros…Por sorte, estava a usar casaco e calças.”

Pelo menos uma mulher foi violada.

Wolfgang Albers, o homem-forte da polícia naquela cidade, considerou que este ataque em massa traz “uma nova dimensão de crime”.
 
Na altura do acontecimento, a polícia enviou 143 agentes locais, mais 70 agentes federais. Segundo o chefe da polícia, a ação não foi eficaz devido à ausência de luz e à grande quantidade de pessoas na área. O governo criticou a atuação da polícia, que terá concentrado os meios na corrida de São Silvestre.

No rescaldo destes ataques, a Chanceler Angela Merkel convocou a presidente da câmara de Colónia, Henriette Reker, para uma reunião, na terça-feira, exigindo que fossem afetos todos os meios e concentrados esforços para encontrar estes homens.
 
No mesmo dia, centenas de mulheres saíram à rua, naquela cidade, a pedir precisamente a intervenção da Chanceler: “Onde está Chanceler?”, perguntavam as mulheres nalguns dos cartazes, conforme traduz a BBC.
 
Num outro cartaz, as mulheres afirmavam que estão “assustadas” com o caso.
 
Segundo testemunhas, o grupo que podia atingir um milhar, era composto alegadamente por homens de origem árabe ou do norte de África, entre os 15 e os 35 anos, e aparentemente alcoolizados. Este facto está a gerar o desconforto da população alemã para com os refugiados.
 
De acordo com a BBC, um polícia disse a um jornal local que tinha detido oito homens portadores dos documentos de pedido de asilo. No entanto, a presença de refugiados entre os agressores não foi confirmada oficialmente.