Os credores internacionais da Grécia acreditam que as últimas propostas de reformas do executivo de Atenas são suficientemente positivas para permitirem um novo resgate, no montante de 74 mil milhões de euros, considerou uma fonte europeia.

Citada pela AFP, sob anonimato, esta fonte europeia afirmou que “houve uma avaliação positiva do programa da Grécia”.


Esta consideração faz renascer a esperança de um acordo que evite a saída da Grécia da zona euro.

A proposta apresentada pelo governo de Alexis Tsipras vai ser examinada durante uma reunião dos ministros das Finanças da zona euro (Eurogrupo), no sábado, em Bruxelas.

A avançar este programa de resgate, os 74 mil milhões de euros vão ser financiados em 58 mil milhões pelo Mecanismo Europeu de Estabilidade e em 16 mil milhões pelo Fundo Monetário Internacional.

Após a vitória do “Não” no referendo sobre as propostas dos credores, no passado domingo, o Governo chefiado por Alexis Tsipras entregou na quinta-feira, dentro do prazo estipulado, novas medidas para sair da crise e garantir o financiamento de que o país precisa.
 

Tsipras deixa apelo aos deputados


Entretanto, o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, apelou aos deputados para que aprovem a continuação das negociações com a União Europeia, reconhecendo que as propostas feitas aos credores do país estão “longe” das promessas feitas pelo Syriza.

Tsipras apelou aos parlamentares para que fizessem um voto de “responsabilidade nacional”, para “manter o povo vivo”.
 

“Não quero ocultar a verdade. O acordo que se vai debater no Eurogrupo (integrado pelos ministros das Finanças dos países da Zona Euro) está distante do nosso programa”, afirmou Tsipras, no discurso que fez no parlamento antes da discussão sobre se o governo pode continuar a negociar.




Enquanto dentro do parlamento grego o primeiro-ministro deixa o apelo aos deputados, nas ruas de Atenas, junto à  Praça Syntagma, ouvem-se milhares de gregos que manifestam a sua discordância em relação à proposta.