O Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, acusou esta terça-feira o seu homólogo norte-americano de querer, «pessoalmente», derrotar o seu Governo e dar «um passo agressivo, injusto e nefasto» ao impor novas sanções contra funcionários venezuelanos acusados de violar direitos humanos.

«O Presidente Barack Obama, representando a elite imperialista dos Estados Unidos, decidiu, pessoalmente, cumprir a tarefa de desmantelar o meu Governo e intervir na Venezuela para controlá-la desde o poder norte-americano», disse.


Nicolás Maduro falava durante uma reunião com ministros, o alto comando político da revolução e o alto comando militar venezuelano, transmitida em direto e de maneira obrigatória através das rádios e televisões do país, desde o palácio presidencial de Miraflores.

«Obama deu o passo mais agressivo, injusto e nefasto que jamais foi dado desde os Estados Unidos contra Venezuela, a terra de (Simón) Bolívar», frisou.

Nicolás Maduro condenou ainda a decisão de Barack Obama de aprovar uma lei que declara a Venezuela como «uma ameaça extraordinária e inusitada à segurança nacional» dos EUA.

Barack Obama ordenou segunda-feira a aplicação de novas sanções a sete altos responsáveis venezuelanos, atuais e antigos, que acusa de violação dos direitos humanos.

As sanções a aplicar aos sete altos responsáveis venezuelanos, entre os quais o diretor-geral dos serviços secretos e o diretor da polícia nacional, são a proibição de entrada nos Estados Unidos e congelamento de bens.

Outro dos alvos das sanções é Katherine Nayarith Haringhton Padrón, a procuradora do Ministério Público que acusou o presidente da câmara de Caracas, Antonio Ledezma, de conspiração para cometer golpe de Estado.

«Estamos profundamente preocupados com o aumento das iniciativas do Governo venezuelano para intimidar os seus opositores políticos», indicou a Casa Branca num comunicado em que anunciou a assinatura da ordem de execução de uma lei aprovada no final de 2014.

Obama declarou igualmente que existe uma situação de «emergência nacional» nos Estados Unidos devido ao «extraordinário risco» que representa a situação na Venezuela para a segurança norte-americana.