O departamento de Segurança Nacional de Guam descartou hoje um hipotético ataque com mísseis balísticos por parte da Coreia do Norte, depois de Pyongyang ter ameaçado verbalmente bombardear as bases militares dos Estados Unidos naquela ilha do Pacífico.

Quero tranquilizar o povo de Guam de que atualmente não há ameaças à nossa ilha ou à das Marianas”, afirmou Eddie Calvo, governador de Guam, ao diário Pacific Daily News.

Não obstante, Eddie Calvo assinalou ter falado sobre o desafio bélico com responsáveis da Casa Branca e militares.

Entretanto, o primeiro-ministro australiano, Malcolm Turnbull, expressou hoje preocupação sobre a eventualidade de um conflito na região na sequência da posição da Coreia do Norte que ameaçou bombardear bases norte-americanas em Guam.

“Todos sabemos que um conflito seria devastador e teria consequências catastróficas”, disse Turnbull aos jornalistas responsabilizando o regime de Kim Jong-Un que, frisou, mantém o programa de armamento nuclear.

Elas atuam ilegalmente contra inúmeras resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas. A conduta ilegal do regime é provocadora e perigosa e é uma ameaça à paz na região”, acrescentou Malcolm Turnbull.

Esta semana o tom de ameaça entre Estados Unidos e Coreia do Norte subiu mais uns níveis com o presidente norte-americano, Donald Trump, a avisar Pyongyang de que “é melhor não fazer mais ameaças aos Estados Unidos” ou “elas terão como resposta fogo e fúria como o mundo nunca viu”.